Crescimento na obesidade no Brasil

    Olá, aqui é Idelfonso, mestre em Nutrição pela UFPE, trazendo mais um artigo sobre saúde. Hoje o texto é sobre um assunto pouco debatido, mas muito importante: o crescimento da obesidade no país.
    Atualmente, 55,7% da população adulta do país está com excesso de peso e 19,8% está obesa, de acordo com a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), de 2018. Dados do Vigitel mostram ainda que 7,7% da população adulta apresenta diabetes e 24,7%, hipertensão – doenças que podem estar relacionadas à obesidade. A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), de 2013, indica que dentre os adultos com diabetes, 75,2% têm excesso de peso e, entre os adultos com hipertensão, 74,4% têm excesso de peso. Por isso, é importante ter hábitos saudáveis de alimentação para manter o peso adequado e doenças que podem ser prevenidas.
     Resultados da Vigitel 2013 mostram que obesidade no Brasil pára de ...

    O dado é alarmante. Mesmo em um país onde a cultura à um melhor estilo de vida está bastante difundido, o aumento é puxado pelos mais jovens, que ficaram mais expostos à uma alimentação de pior qualidade, porém mais barata e "rápida", promovendo a famosa transição nutricional que o país vive, se caracterizando mais com a dieta dos Estados Unidos, rica em calorias, mas pobre em nutrientes. O estudo mostra que, no período, houve alta do índice de obesidade em duas faixas etárias: pessoas com idade que variam de 25 a 34 anos e de 35 a 44 anos. Nesses grupos, o indicador subiu, respectivamente, 84,2% e 81,1% ante 67,8% de aumento na população em geral.

    Em relação à mudanças positivas no estilo de vida, o consumo regular de frutas e hortaliças, por exemplo, passou de 20% para 23,1%, entre 2008 e 2018, uma variação de 15,5%. Com base nessa referência, a Vigitel considera que as mulheres têm se alimentado melhor, já que 27,2% delas mantêm o consumo recomendado. Entre homens, a taxa é de 18,4% e, entre brasileiros, de 23,1%. Outro registro positivo diz respeito à prática de atividades físicas no tempo livre. A taxa subiu 25,7%, na comparação de 2009 com 2018. O salto foi de 30,3% para 38,1%. A dedicação a uma rotina de exercícios que dure ao menos 150 minutos semanais, é algo mais comum entre homens (45,4%) do que mulheres (31,8%). Adultos com idade entre 35 e 44 anos geraram o aumento mais expressivo na última década, de 40,6%. A taxa global de inatividade física sofreu queda de 13,8% em relação a 2009. O percentual de inatividades das mulheres é de 14,2% e o dos homens, ligeiramente inferior, de 13%.

    Os números acima parecem complexos, mas mostram uma dualidade nos dados: ao mesmo tempo em que nós brasileiros melhoramos nosso estilo de vida, pioramos os índices de sobrepeso e obesidade, fatores relacionados a diversos problemas de saúde, como hipertensão e diabetes. Fica o alerta: avançamos como sociedade em alguns aspectos, o que é bastante importante, mas a mudança principal, o de estilo de dieta padrão, demorará mais tempo para ser efetivo.

Bibliografia utilizada





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