PALMA FORRAGEIRA

Olá pessoal, estava sumida né. Estava aprendendo detalhadamente sobre o que vim compartilhar com vocês, ainda seguindo a linha de um artigo que compartilhei aqui sobre o Bioma Caatinga, inclusive quem não viu ainda, vá ver viu? 
    Hoje seguindo ainda esse mesmo feeling, eu vim conversar e conhecer com vocês a Palma Forrageira. Bora lá?!





                                               Palma Forrageira 

É uma espécie nativa das regiões áridas da América Central, principalmente México, tu sabias? É gente ela vem de longe rs. A palma forrageira foi introduzida no semiárido nordestino no final do século XIX, com o intuito da produção de corante carmim. Porém por pouco tempo foi explorada para tal ensejo. Foi após a grande seca ocorrida em 1932 que a palma foi descoberta como uma excelente alternativa forrageira. Vou fazer uma observação bem rápida tá galera?
 ( Forrageira vem da palavra Forragem que significa toda espécie de plantas ou partes de plantas, verdes ou secas, usada para alimentar o gado 
    Neste período o governo federal implantou o primeiro programa com a espécie, induzindo desta forma sua disseminação. A partir da década de 50 que realmente começaram os estudos de caráter mais aprofundados sobre a espécie, visando assim seu melhor aproveitamento. Entre os anos de 1979 e 1983, durante a estiagem prolongada ocorrida no nordeste brasileiro, que a palma ganhou de vez seu espaço no cenário semiárido. Desta data em diante inúmeros estudos voltaram-se para esta forrageira. Estima-se que hoje existam cerca de 500 mil hectares de palma forrageira no nordeste estando boa parte deste montante concentrado nos estados de Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Rio Grande do Norte e Bahia. No Brasil, duas espécies de palma forrageira são cultivadas em larga escala: O. fícus-indica e N. cochenillifera. A primeira possui as cultivares gigante e redonda. Já a segunda possuí a cultivar miúda ou doce. 
   A cultivar gigante possui cladódios que pesam em média 1 Kg, tento em média 50 cm de comprimento. Esta é a cultivar mais comum no semiárido nordestino, principalmente devido sua rusticidade.
   A cultivar redonda apresenta cladódios pesando em média 1,8 Kg, medindo aproximadamente 40 cm de comprimento. Esta cultivar possui suas raquetes mais espessas que a supracitada.
   Por sua vez, a cultivar miúda possui raquetes pesando em torno de 350g, com 25 cm de comprimento. Este é o cultivar de menor porte entre as três citadas. Além de ser a mais exigente quanto à qualidade do solo, quantidade de água. Ela é a menos produtiva quanto à produção de matéria verde, em contrapartida é a mais produtiva expressa em matéria seca.

                   Descrição Botânica e Classificação

Espécie: Opuntia ficus-indica (L.) P. Mill.
Família: Cactaceae
Cacto suculento, ramificado, de porte arbustivo, com altura entre 1,5 e 3 m, ramos clorofilados achatados, de coloração verde-acinzentada, mais compridos (30 - 60 cm) do que largos (6 - 15 cm), variando de densamente espinhosos até desprovidos de espinhos (inermes). As folhas são excepcionalmente pequenas, decíduas precoces. As flores são amarelas ou laranja brilhantes, vistosas. Os frutos são amarelos-avermelhados, suculentos, com aproximadamente 8 cm de comprimento, com tufos de diminutos espinhos


                       Ecologia da Palma Forrageira

    A palma forrageira é uma cultura bem adaptada às condições adversas do semiárido. A espécie apresenta-se como uma alternativa primordial para estas regiões, visto que é uma cultura que apresenta aspecto fisiológico especial quanto à absorção, aproveitamento e perda de água, sendo bem adaptada às condições adversas do cenário em questão.

    As raízes das palmas desenvolvem características fisiológicas inerentes de plantas xerófilas, que dão maior resistência as plantas em períodos prolongados de estiagem.
A estrutura responsável pela fotossíntese nas plantas, na sua grande maioria, são as folhas. Nas palmas, quem tem essa função são os cladódios. Suas folhas diminutas são logo perdidas nas fases ontogenéticas inferiores. Assim como boa parte das plantas xerófilas, e de ambientes semiáridos a desérticos, as palmas apresentam o metabolismo ácido crassuláceo, conhecido como mecanismo CAM. A grande diferencia entre estas e as plantas C4, está no processo de fechamento dos estômatos durante o período diurno, para evitar a perda excessiva de água, e a abertura durante o noturno. Assim as plantas CAM absorvem CO2 durante a noite, transformando em ácidos orgânicos, onde se decompõe e liberam no dia seguinte o CO2, que é assimilado pelo ciclo de carbono

                       Benefícios da Palma Forrageira


ALIMENTAÇÃO ANIMAL

A má distribuição e irregularidade de chuvas no semiárido brasileiro são responsáveis por estiagens prolongadas, resultando em sérios prejuízos econômicos para os pecuaristas. Sendo assim, a produção de alimentos para as populações e para os rebanhos na região baseia-se, frequentemente, em espécies vegetais que apresentem características de alta adaptabilidade às condições edafoclimáticas regionais. Pelas características morfofisiológicas das espécies da família Cactaceae, plantas CAM, especialmente a palma forrageira, possuem os requisitos para suportar os rigores edafoclimáticos das zonas semiáridas.

                        

A palma já vem sendo cultivada, em diversos países e no semiárido brasileiro, para produção de forragem animal, porém não na plenitude do potencial. Para alguns especialistas, a palma forrageira, ao lado dos atributos de resistência a estiagens prolongadas, pode fornecer energia, água e vitaminas, garantindo o suprimento de alimentos extremamente importantes para a manutenção dos rebanhos, evitando frustrações na atividade pecuária, nos períodos de seca

ALIMENTAÇÃO HUMANA

A palma é comumente utilizada em preparações culinárias. Geralmente são usados os brotos do vegetal ou raquetes jovens (cladódios), denominados de verdura e os frutos, ao natural ou processados.

Há registros de que o uso da fruta da palma na alimentação humana era comum no México desde o período que antecedeu a colonização espanhola decorrido um século, já estava sendo consumida no sul da Itália e na ilha da Sicília. Atualmente, é cultivada nas zonas áridas e semiáridas do mundo inteiro.

O broto da palma ou verdura, por sua vez, é protagonista de mais de 200 receitas de comidas à base de do vegetal, especialmente no México e outros territórios com influência mexicana. Nos EUA e alguns países da Europa e Ásia, a verdura é servida esporadicamente como alimento exótico. No Brasil, na Paraíba, Alagoas, Pernambuco e especificamente em alguns municípios do Sertão e da Chapada Diamantina, o broto de palma entra na dieta alimentar da população, sendo empacotado e comercializado nas feiras livres. O reconhecimento do valor nutricional desta planta tem motivado, nos últimos anos, diversas iniciativas para introduzi-la na dieta alimentar do nordestino.


               

USO MEDICINAL

Pesquisas indicam que o fruto da palma é considerado antidiarreico, antidisentérico, antiasmático e béquico, diurético, cardiotônico, anti-inflamatório da bexiga e da uretra, aliviando o ardor causado pela cistite e uretrite. Também há comprovação de efeitos diurético e antidiabético, além de ação antiglicêmica e redução dos níveis de colesterol no sangue.

Bom galera agora que eu falei que só, sobre nossa querida Palma Forrageira, eu cuidadosamente separei um vídeo, para mostrar pra vocês como é feito o uso da palma na nossa culinária nordestina, os procedimento, propriedades medicinais que passa de geração em geração pela população que faz o uso da planta, relatos dos agricultores falando sobre ainda haver muito preconceito sobre esse alimento que já tirou, e tira muitos da fome e seca do sertão.

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