Ferro: muito importante para nós


    Olá! Aqui é Idelfonso com mais um artigo, e hoje, continuando a série de textos sobre as vitaminas e os minerais, falarei sobre um dos mais importantes micronutrientes: o ferro. O ferro é um mineral essencial. Ele é fundamental para o bom funcionamento das células e para a síntese de DNA e metabolismo energético. Na hemoglobina o ferro tem a função de transportar oxigênio para o músculo em atividade. Como componente da mioglobina, atua como fixador do oxigênio nas fibras musculares cardíacas e músculo esquelético, para proteger de lesão muscular durante os períodos da privação de oxigênio. O organismo humano recebe ferro de duas formas: o ferro exógeno, proveniente dos alimentos ingeridos, e o ferro endógeno, proveniente da destruição das hemácias, que libera cerca de 27 miligramas desse metal para ser reutilizado pelo organismo.


                           



    Aliás, existe uma crendice popular, de que se colocarmos um prego na água do feijão, por exemplo, absorveríamos o ferro dele. ISTO NÃO PROCEDE! São moléculas diferentes do mesmo mineral, onde o do prego não pode ser absorvido e utilizado no nosso organismo. E seu corpo consegue assimilar de um jeito diferente esse ferro, mas com eficácia. Comparando os índices de anemia entre pessoas que são vegans ou vegetarianas e com carnívoros, ambos tem índices similares de carência de ferro. A verdade é que o importante não é quanto ferro você come, mas quanto você consegue assimilar no seu corpo. Por outro lado, a vitamina C pode potencializar a retenção dele pelo organismo, dessa forma comer alimentos ricos nesses dois nutrientes e vitaminas ao mesmo tempo, ajuda a manter o corpo mais saudável. O fato da feijoada ser acompanhada de laranja já ajuda muito a manter bons níveis, isso porque o feijão possui altas concentrações do mineral e a laranja é rica em vitamina. São alguns benefícios do Ferro:

Previne anemia: O ferro é um dos principais componentes da hemoglobina, pigmento das células vermelhas do sangue. A falta do mineral faz com que o organismo produza menos células vermelhas, o que irá caracterizar o quadro de anemia. A condição mais comumente associada à deficiência de ferro é a anemia ferropriva, encontrada frequentemente em crianças, adolescentes e gestantes. Deve-se observar que a deficiência de ferro também pode ocorrer sem anemia, produzindo sintomas como fadiga, problemas de comportamento (diminuição da vivacidade e dificuldade de concentração), fraqueza muscular e maior suscetibilidade a infecções.

Bom para o coração: O ferro é importante para o coração porque é parte formadora de proteínas chamadas mioglobinas, que estão presentes no miocárdio (músculo do coração) e são responsáveis pela boa oxigenação deste músculo.

Bom para a imunidade: A presença de ferro ajuda a melhorar a imunidade porque este mineral age na manutenção do sistema imunológico. A deficiência de ferro contribui para falhas cognitivas incluindo menor desempenho neuropsicológico em bebês, crianças em idade pré-escolar e em idade escolar, adolescentes e adultos.

Essencial para a oxigenação: O ferro é essencial para o transporte de oxigênio para todo o corpo. Na hemoglobina transporta oxigênio para o músculo em atividade. Como componente da mioglobina, atua como fixador do oxigênio nas fibras musculares cardíacas e músculo esquelético, para proteger de lesão muscular durante os períodos da privação de oxigênio.

Fornece energia: O ferro participa no transporte e utilização do oxigênio para a produção de energia.

Bom para a pele: O ferro desempenha um papel na produção de colágeno e elastina, ambos componentes necessários na integridade do tecido conjuntivo. Por isso, é essencial para manter a saúde da pele.

Bom para gestantes e crianças: É muito comum as gestantes e lactantes precisarem do suplemento de ferro. O mineral melhora a capacidade cognitiva e de aprendizado da criança, diminui o risco de morte maternal no parto e no pós-parto, melhora a resistência à infecções e é fundamental num crescimento saudável.

    A quantidade de ferro que deve ser ingerida diariamente para que o organismo possa transportar o oxigênio e realizar outras funções, isso dependerá do sexo da pessoa e da idade. Conforme o estilo de vida também pode haver variações. De modo geral, bebês com até 12 meses necessitam de cerca de 11 mg. As crianças de 1 a 13 anos precisaram de 7 a 10 mg conforme a idade. Os adolescentes precisam de 11 a 15 mg, adultos de 8 a 18 mg por dia e pessoas com mais de 50 anos, cerca de 8 mg. As mulheres em todas as fases da vida costumam necessitar de uma maior quantidade dele, principalmente durante e após o período menstrual. Na gestação a ingestão deve ser ainda maior, cerca de 27 mg, pois dessa forma poderá garantir que o bebê se desenvolva saudável e não apresente problemas em decorrência da falta de mineral nos primeiros anos de vida. Para saber se a pessoa está mantendo os níveis considerados ideais para esse mineral, pode- se fazer a medição com exames laboratoriais que utilizam o sangue para fazer a contagem.

    No Brasil as farinhas de trigo são enriquecidas com ferro e ácido fólico desde 2001 para cumprir com uma determinação do Ministério da Saúde, dessa forma ajudam na absorção dele. Essa regra foi adotada para ajudar a diminuir a deficiência que afeta cerca de 50% das crianças e até 30% das gestantes. Quando somente uma dieta balanceada não é capaz de fornecer as doses diárias, pode-se partir para a suplementação. Nesse caso ele será fornecido por meio de cápsulas ou similares industrializados que complementem o consumo conseguido pelos alimentos. Entretanto, para fazer uso dos suplementos é recomendado que haja orientação médica a fim de evitar superdose e seus problemas.
    Quando a pessoa não ingere níveis adequados de ferro pode apresentar alguns sintomas e desenvolver problemas de saúde, entre eles:

- Anemia;
- Diminuição da capacidade produtiva;
- Fadiga;
- Comprometimento da aprendizagem;
- Falta de atenção;
- Baixa resistência a infecções;
- Perda de memória;
- Falta de apetite;
- Irritabilidade;
- Palidez;
- Bebês podem nascer com o peso baixo quando a mãe possui falta desse nutriente;
- Gestantes com níveis baixos contribuem com o aumento da mortalidade perinatal.

    O excesso de ferro caracteriza uma doença chamada hemocromatose. Esta doença se divide em primária e secundária. A hemocromatose primária é uma desordem genética transmitida nas famílias. Ela ocorre no nascimento. As pessoas com essa doença absorvem muito ferro pelo trato digestivo. O ferro se deposita no corpo, especialmente no fígado. Você tem maior probabilidade de adquirir essa doença se alguém da sua família já a tiver ou teve. A hemocromatose secundária, adquirida, se deve a outras doenças relacionadas ao sangue como talassemia ou certas anemias ou muitas transfusões de sangue. Às vezes, ocorre em pessoas que sofrem de alcoolismo há longo tempo e outros problemas de saúde. A hemocromatose pode causar cirrose hepática e sérios danos renais, inclusive com importante perda de sua função.    

    Bem, espero que tenham gostado do texto. Pode comentar abaixo, dizendo o que achou do artigo, além de poder dar dicas de temas aqui para o blog. Até a a próxima!!

Referências utilizadas:







   

Comentários

  1. Ótima matéria, estou me alimentando bem melhor por acompanhar seus textos, Muito bom, parabéns!

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